Depois de meses sem escrever, hoje me apeteceu essa súbita vontade. Sabe, as vezes nós devemos fazer escolhas nas quais a conveniência se encaixa. Eu quero e sempre quis, diversas vezes, me jogar de cara. E algumas delas, eu o fiz. Só teve um resultado positivo. Então eu penso, como minha vida seria se as outras chances que por acaso me apareceram, dessem positivo? Eu estaria bem? Como eu chegaria lá? Eu sei de uma coisa… somente uma. Sobre você, eu não sei o que dizer. A incoerência se tornou sua maior característica. Imagino você com uma bela máscara… E que bela máscara. Lustrosa, brilhante… com mil tons de pele… Mil sorrisos, lágrimas e na sua língua… uma serpente libidinosa. Pois é… um post que começou sobre um questionamento sobre onde minha vida chegou, parou justamente em você. O meu antigo e velho caso policial. Um velho e escasso caso. Parece que vejo minhas anotações em papel velho, ríspido.. amarelado… despedaçando-se… E sempre lá vou eu reparar cada pedaço consumido pelo tempo.
O fato é que a curiosidade me prende a isso tudo. Talvez seja essa a razão de grandes decepções, ciências e outras coisas das quais talvez eu nunca tenha conhecimento na vida. Como você. O mais engraçado, é que eu vejo suas palavras vazias… transparentes… sem ao menos nenhuma importância. É simplesmente fascinante como você tenta envolver tudo o que pode. É fascinante como ao mesmo tempo, consigo perceber o quão medroso você é. E ao mesmo tempo o quão ardiloso também.
Aqui jaz, minha curiosidade, meu desejo do saber, sobre quem é você de verdade. Aqui jaz, toda dor, mágoa, sofrimento e lágrima. Aqui jaz, uma ilusão.